Alagoas

Suposto líder de fraude em concurso abandonou a Polícia Militar e já tinha sido preso pelo mesmo crime

Eberth Lins | 21/10/21 - 11h27 - Atualizado em 21/10/21 - 12h17
Prisões da Operação Loki nesta quinta-feira | Foto: Reprodução / TV Globo PE

Suspeito de liderar o esquema que fraudou o mais recente concurso da Polícia Militar de Alagoas, o ex-cabo da PM alagoana Flávio Luciano Nascimento Borges, de 38 anos, já tinha sido preso em 2017 pelo mesmo crime. Flávio Borges foi preso novamente nas primeiras horas desta quinta-feira (21) no bairro Portal do Sol, em João Pessoa, na Paraíba, como parte da Operação Loki. Ele é suspeito de montar um requintado grupo de especialistas para repassar respostas de provas de concursos aos candidatos por meio de ponto eletrônico.

Em abril de 2017, o então integrante da PM alagoana foi preso na Operação Gabarito, desencadeada pela polícia paraibana para apurar fraudes em uma série de concursos públicos municipais, estaduais e federais. Ele, no entanto, foi liberado em maio de 2018 por determinação da Justiça Federal da Paraíba (JFPB).

Abandono e exoneração da PM Alagoas - Flávio Borges é considerado um desertor pela PM de Alagoas desde 2019, quando ele abandonou a função de cabo sem qualquer justificativa à corporação. A exoneração do servidor, entretanto, só aconteceu no dia 13 de outubro deste ano, conforme portaria publicada no Boletim Geral Ostensivo Nº 189, do dia 14 de outubro de 2021. "Mesmo sendo feitas várias diligências para localizá-lo, não surtiram efeito, tendo completado às 00h00 do dia 19 de julho de 2019, os dias de ausência que constituem o crime de deserção", trouxe a portaria assinada pelo comandante-geral Wellington Bittencout Maranhão de Araujo.

Na portaria, o comandante-geral determina ainda que sejam recolhidos todo o material de interesse da corporação, a exemplo de uniformes e documentos oficiais e que a Diretoria de Pessoal da PM adote providências quanto à remuneração do servidor, não deixando claro se o suspeito ainda recebia salários da PM de Alagoas. O TNH1 entrou em contato com a Polícia Militar para tirar esta dúvida, mas não recebeu resposta até a publicação deste material.