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Um ano após morte de padeiro, família protesta e pede justiça

Redação TNH1 | 22/09/20 - 18h36 - Atualizado em 22/09/20 - 19h07
Netto Motta

Familiares e amigos do padeiro Marcos Firmino dos Santos, 34 anos, morto em Cruz das Almas, por um tiro disparado pelo cabo da Polícia Militar Clevison de Almeida Teixeira, há exatamente um ano, fizeram protesto no início da noite desta terça-feira, 22, para cobrar justiça e agilidade no julgamento do acusado. Eles se concentraram no trecho da Avenida Comendador Gustavo Paiva, onde Marcos foi morto.

“Não vamos deixar a morte do meu marido cair no esquecimento. Queremos justiça, ninguém falou mais nada com a gente. Liguei para o Fórum e me disseram que não tinha nada marcado”, disse Maria José Santos de Souza, viúva de Marcos, com quem teve quatro filhos.

“Tenho tido muita dificuldades para criar os meninos, porque éramos eu e meu marido pra tudo. Sem ele, tá muito difícil. Estou desempregada há um ano. Depois que ele morreu, não consegui mais arrumar emprego”, lamentou Maria.

O julgamento do militar estava marcado para o último dia 10 de junho, mas foi cancelado por conta da suspensão do atendimento presencial no Tribunal de Justiça (TJ), devido à pandemia do novo coronavírus. A nova audiência, segundo a Ascom do TJ, está marcada para o próximo dia 4 de fevereiro de 2021.

O caso

O padeiro Marcos Firmino foi atingido com por uma bala perdida quando passava de motocicleta pela Avenida Gustavo Paiva, no dia 22 de setembro de 2019. O disparo foi feito pelo cabo da PM Clevison de Almeida, que fazia bico como segurança de uma loja. Em seu depoimento, o militar contou que atirou para proteger um grupo de pessoas que estava sendo assaltado. Foram cinco disparos, segundo o militar, um dos quais atingiu a barriga de Marcos, que caiu da moto e morreu antes que o socorro chegasse ao local.