Alagoas

Voo é cancelado em Maceió durante decolagem após ave atingir turbina; ouça áudio

26/04/16 - 11h18 - Atualizado em 26/04/16 - 11h42
Cortesia ao TNH1

Um voo que partiria do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, na manhã desta terça (26), precisou ser cancelado logo após decolar, depois que um pássaro atingiu uma de suas turbinas.

De acordo com o relato de uma das passageiras, o voo 6365, da Avianca, iniciou a decolagem no horário marcado, às 6h35, e pouco depois o piloto comunicou o problema aos passageiros e a necessidade de a aeronave ser desligada.

Os passageiros foram orientados a procurar outros voos e voltaram para casa, já que não conseguiram remarcar a viagem para esta manhã.

Para a passageira, os funcionários da empresa não estavam preparados para atender os clientes. Ela se queixou da prestação do serviço e registrou em uma fotografia a longa fila que se formou no guichê da empresa, após o acidente.

Ouça o áudio:

O voo ia de Maceió para São Paulo, onde pousaria no aeroporto de Guarulhos. A presença de aves na pista de decolagem é um risco para os voos e tem sido combatida, no Brasil, com ajuda de gaviões.

O TNH1 entrou em contato com a Avianca, que enviou uma nota por e-mail. A companhia garantiu, na nota, que está prestando assistência aos passageiros e que todos serão acomodados em outros voos. Confira a resposta na íntegra:

"A Avianca Brasil informa que o voo 6365 (Maceió-São Paulo/Guarulhos) precisou ser cancelado depois que, no procedimento de decolagem, a aeronave foi atingida por um pássaro. Os passageiros foram desembarcados, estão recebendo assistência das equipes em terra e serão reacomodados nos próximos voos disponíveis. O avião, por sua vez, passa pela inspeção de técnicos de manutenção. A Avianca Brasil lamenta pelo desconforto, mas esclarece que preza, acima de tudo, pela segurança de seus clientes e colaboradores."

A reportagem também entrou em contato com a Infraero, em Alagoas, para saber se a presença de pássaros na pista de decolagem é recorrente e os riscos que isso pode representar, mas o superintendente da Infraero em Alagoas, Adilson Pereira da Silva, informou que é orientado a repassar a demanda para a assessoria de comunicação do órgão, em São Paulo.

A assessoria informou que fatos como esse não são da competência da Infraero, mas, sim, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Por meio da assessoria de comunicação, o Cenipa informou que irá se pronunciar também por e-mail.