A Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, pode ter ausências importantes antes mesmo de a bola rolar. Dois países que mantêm tensões políticas com os Estados Unidos já indicaram que não devem participar do torneio, reacendendo o debate sobre como conflitos internacionais podem impactar o futebol.
Entre os casos mais comentados está o do Irã. Autoridades do país afirmaram recentemente que, diante do agravamento do conflito no Oriente Médio e das tensões diplomáticas com os EUA, a participação da seleção no Mundial se tornou improvável. Apesar das declarações públicas, a decisão ainda não foi formalmente comunicada à FIFA.
Outro caso envolve a Rússia, que segue afastada de competições internacionais desde a invasão da Ucrânia em 2022. A suspensão imposta por entidades esportivas internacionais impede que a seleção russa dispute torneios organizados pela FIFA e pela UEFA.
O que acontece se um país desistir da Copa
Se uma seleção classificada desistir do Mundial, a decisão sobre a substituição da vaga cabe exclusivamente à FIFA. O regulamento do torneio prevê que a entidade pode tomar as medidas necessárias em situações excepcionais, incluindo a escolha de outra equipe para ocupar o lugar.
Na prática, especialistas apontam que a vaga geralmente permanece dentro da mesma confederação continental. No caso do Irã, por exemplo, a tendência seria que outro país da Confederação Asiática de Futebol fosse indicado.
Situações semelhantes já ocorreram ao longo da história do futebol. Países como Alemanha e Japão ficaram fora da Copa de 1950 após a Segunda Guerra Mundial, enquanto a antiga Iugoslávia foi excluída de competições internacionais nos anos 1990 devido a sanções internacionais.
Com a escalada de tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo, o episódio reforça como questões políticas e militares continuam influenciando o esporte, inclusive no maior evento do futebol mundial.




