O programa Compra Assistida, criado pelo governo federal para garantir moradia a famílias afetadas pelas enchentes de 2024, entra em sua fase final. Com prazo se encerrando em 5 de dezembro, milhares de famílias ainda correm o risco de perder a oportunidade de escolher seu imóvel — e serem automaticamente direcionadas a outro programa habitacional com entrega apenas em 2026.
A iniciativa permite a aquisição de imóveis de até R$ 200 mil com recursos públicos, oferecendo a possibilidade de escolha da unidade, algo que não será permitido na alternativa Minha Casa Minha Vida Calamidade. Desde agosto, as prefeituras não podem mais cadastrar novas famílias, apenas reenviar casos com inconsistências para reavaliação.
Como aproveitar os últimos segundos do programa Compra Assistida
O programa segue uma sequência de sete etapas, que vão desde a vistoria das casas atingidas até a assinatura do contrato e entrega das chaves. Atualmente, 7.555 famílias já receberam a moradia, 915 estão na fase de contratação e garantidas, enquanto 17.522 ainda aguardam definição. Destas, 5.325 estão aptas a escolher o imóvel, mas 12.197 seguem em análise.
Erros de cadastro — como CPFs incorretos ou endereços inconsistentes — atrasam o processo e podem deixar famílias de fora. Em Porto Alegre, cerca de 3,5 mil famílias ainda estão em análise de um total de 8 mil cadastros.
Segundo autoridades, quem já escolheu o imóvel está garantido, mas quem não completar essa etapa até 5 de dezembro será transferido para o novo programa, que oferece moradia sem escolha de unidade e só entregará chaves a partir de 2026.
O governo avalia que o Compra Assistida acelerou a realocação das famílias mais vulneráveis, mas alerta: é imprescindível que os beneficiários concluam todas as etapas antes do prazo. A fiscalização, acompanhamento junto às prefeituras e atualização no site da Caixa são essenciais para não perder o direito à moradia.





