O Ministério da Saúde divulgou um alerta após o aumento de casos de Mpox no Brasil em 2026. Dados atualizados indicam que o país já registrou 140 casos confirmados da doença, além de nove considerados prováveis. Até o momento, nenhuma morte foi registrada.
Segundo o painel oficial do ministério, 539 notificações seguem em investigação. A maior concentração de casos ocorre em São Paulo, com 93 registros confirmados ou prováveis. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rondônia (11). Outros estados também registraram ocorrências, mas em números menores.
O perfil dos pacientes mostra uma predominância clara: 93% dos casos ocorreram em homens, e a maior parte dos infectados tem entre 30 e 39 anos.
Sintomas, transmissão e medidas de prevenção da Mpox
A mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da varíola. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, mas também pode ocorrer por meio de fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, cansaço e aumento dos linfonodos, além de erupções na pele que podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés e na região genital. As lesões costumam aparecer entre seis e 13 dias após o contato com o vírus.
Na maioria das situações, a doença evolui de forma leve e os sintomas desaparecem sozinhos após algumas semanas. No entanto, pessoas com imunidade comprometida apresentam maior risco de complicações.
Diante do aumento de casos, o Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e evitem contato próximo com outras pessoas até receber avaliação clínica. Medidas simples, como lavar as mãos com frequência e evitar contato com lesões ou secreções, também ajudam a reduzir o risco de transmissão.





