A chegada do Ano Novo costuma transformar os aeroportos em verdadeiros turbilhões de pessoas e, com tanta gente embarcando ao mesmo tempo, até detalhes simples, como a cor da mala, podem virar dor de cabeça.
Embora tons neutros sejam os queridinhos de quem prefere discrição, especialistas em aviação alertam que três cores muito populares podem aumentar significativamente o risco de confusão: preto, cinza e azul-marinho.
Por que essas malas dão mais problema?
Um relatório divulgado pela Ryanair em 2024 reacendeu o debate. Segundo a companhia, essas três tonalidades concentram o maior número de extravios, trocas e recolhimentos indevidos nas esteiras. O motivo é simples: como a maioria dos passageiros aposta em malas escuras, milhares delas chegam a parecer clones, deixando a equipe de bagagem — e os próprios viajantes — vulneráveis a erros.
A familiaridade também joga contra. Malas escuras chamam menos atenção, o que facilita tanto enganos quanto furtos oportunistas, especialmente em períodos de grande movimento. Já modelos coloridos são vistos de longe e têm menor probabilidade de serem confundidos.
Os especialistas recomendam priorizar tons vibrantes como laranja, rosa, verde-limão, roxo ou amarelo. Estampas chamativas e padrões gráficos também ajudam. A lógica é simples: quanto mais visível e inconfundível a mala, mais rápida será a identificação — e menor a chance de alguém levar sua bagagem por engano.
Outro aliado importante é a personalização. Fitas fluorescentes, etiquetas grandes, capas protetoras estampadas e adesivos tornam a mala única e desestimulam furtos. Esses detalhes funcionam como um “RG visual”, facilitando a localização até em aeroportos superlotados.
Por fim, uma recomendação que poucos seguem: remover etiquetas de viagens anteriores. Códigos antigos podem confundir o sistema de rastreamento e atrasar devoluções em caso de extravio.
Para quem vai viajar na virada, a regra é clara: deixe as malas pretas, cinzas ou azul-marinho em casa.





