O Banco Central (BC) anunciou uma nova ferramenta de segurança que permitirá aos cidadãos bloquear a criação de novas chaves PIX em seus nomes, medida que começará a valer em dezembro de 2025. O objetivo é aumentar a proteção contra fraudes e dar maior controle aos usuários sobre o uso de seus dados pessoais no sistema de pagamentos instantâneos.
Recurso trará mais segurança e autonomia
A funcionalidade seguirá o mesmo padrão de outro serviço que será lançado simultaneamente, no qual o cliente poderá impedir a abertura de novas contas bancárias, sejam correntes, de poupança ou de pagamento, em seu nome. Ambos os serviços serão opcionais e poderão ser solicitados pelos canais oficiais dos bancos ou diretamente no sistema do Banco Central.
Lançado em 2020, o PIX já conta com mais de 160 milhões de usuários e revolucionou a forma de realizar transferências e pagamentos no Brasil. No entanto, o crescimento rápido do sistema também trouxe um aumento nos casos de golpes e fraudes, que envolvem desde o uso indevido de CPFs até o registro não autorizado de chaves PIX.
Combate a fraudes e proteção de dados
Com a nova medida, o BC pretende reduzir registros fraudulentos e proteger a identidade financeira dos cidadãos. Ao acionar o bloqueio, o usuário impede que novas chaves sejam vinculadas ao seu CPF sem autorização, dificultando a ação de criminosos que utilizam dados roubados para aplicar golpes.
Especialistas em segurança digital consideram a decisão um avanço importante na proteção de dados e no combate ao cibercrime. Segundo eles, o novo recurso também pode abrir caminho para outras soluções de segurança digital, garantindo maior transparência e confiança no sistema financeiro.
Implementação gradual e adesão opcional
O bloqueio preventivo de chaves PIX será disponibilizado de forma gradual, com a participação das principais instituições financeiras do país. A adesão será facultativa, ficando a critério do usuário decidir se deseja ativar a proteção adicional.
De acordo com o Banco Central, a intenção é fortalecer o controle dos consumidores sem restringir o uso do PIX. “O objetivo é oferecer mais autonomia, segurança e transparência, reduzindo fraudes antes mesmo que elas ocorram”, afirmou o órgão em nota.





