Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso em Belo Horizonte sob suspeita de ser beneficiário de atividades ilícitas relacionadas ao extinto Banco Master, em uma nova fase da operação Compliance Zero autorizada pelo STF.
A investigação da Polícia Federal aponta que Henrique, que é diretor do Grupo Multipar, está envolvido em atividades financeiras suspeitas, enquanto Daniel Vorcaro, preso desde março, já recebeu visitas do pai na prisão.
A 6ª fase da operação, que visa desmantelar uma organização criminosa, resultou em sete prisões e 17 mandados de busca em três estados, além de ordens de afastamento de cargos e bloqueio de bens, com foco em crimes como lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Preso na manhã desta quinta-feira (14) em Belo Horizonte, Henrique Vorcaro, pai do dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, é apontado pela investigação da Polícia Federal como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai. A prisão foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e faz parte de nova fase da operação Compliance Zero.
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Segundo seu perfil no Linkedin, Henrique Vorcaro é diretor presidente do Grupo Multipar, que é investigado pela PF por suspeita de manter atividade financeira envolvendo o Banco Master.
Após ser preso pela PF em março deste ano, Daniel Vorcaro já foi visitado pelo pai ao menos duas vezes.
Nova fase da Compliance Zero
Executada pela Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado), da Polícia Federal de Brasília, a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã de hoje, tem o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens.
Estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
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