Saúde

Identificados dois casos da nova variante do coronavírus em Alagoas

TNH1 | 18/02/21 - 07h03 - Atualizado em 18/02/21 - 11h57
Pixabay

Foram confirmados em Alagoas dois casos da nova variante do novo coronavírus, detectada pela primeira vez no estado do Amazonas. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) teria tomado conhecimento da informação na última terça, 16, após confirmação do laboratório de referência nacional (Laboratório de Viroses Respiratórias e Sarampo, da FIOCRUZ-RJ), depois de uma demanda originada no LACEN e CIEVS. 

Assista

A cepa do novo coronavírus disseminou pelo país e já chegou a pelo menos doze estados, incluindo agora Alagoas. O espalhamento dessa variante, chamada de P.1, preocupa autoridades, já que ela é considerada mais transmissível que outras cepas causadoras da Covid-19.

De acordo com o comunicado que a reportagem teve acesso, divulgado pela Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), o primeiro caso divulgado em Alagoas é de uma mulher de 36 anos, residente em Viçosa. Ela fez uma viagem para Manaus no dia 22 de janeiro, onde permaneceu por quatro dias. Neste período teve contato com familiares com quadro gripal, entretanto sem confirmação laboratorial para COVID-19.

No dia 25 de janeiro, a mulher apresentou dispneia e tosse, e retornou para Alagoas no dia seguinte. Em 29 de janeiro, a coordenação de vigilância epidemiológica de Viçosa informou quanto à suspeita clínica do caso, sendo realizada coleta para pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR, ocasião em que se confirmou a infecção pelo novo coronavírus. Foi orientado o isolamento domiciliar do caso e de seu contato. A investigação epidemiológica evidencia se tratar de caso alóctone (importado).

Já o segundo caso é de uma idosa de 64 anos, de Anadia, sem histórico de viagem ou contato com alguém vindo do Amazonas ou qualquer outro estado.

Ela teve início dos sintomas em 19 de janeiro, apresentando tosse, coriza, mialgia e moleza. Seis dias depois, realizou-se a coleta para pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR, que confirmou a infecção. A investigação epidemiológica indica se tratar de caso autóctone.

O envio de amostra e a investigação relativa ao caso da mulher de 36 anos atende ao critério de indivíduo que transitou por território onde a nova variante circula. Já o caso da idosa segue o protocolo de envio de amostras positivas aleatórias, a fim de verificar a introdução/circulação de novas variantes no estado.

A Suvisa reforçou que é importante esclarecer que, mesmo tendo recebido pacientes oriundos do Amazonas para assistência junto ao Hospital da Mulher Dra. Nise da Silveira, ao Hospital Metropolitano e ao Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, durante a investigação minuciosamente realizada não foi constatado, em nenhum dos dois casos, nexo epidemiológico com o recebimento de tais pacientes no território alagoano.

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, vai conceder entrevista à imprensa às 11h30 desta quinta-feira, 18, para apresentar informações sobre a nova variante do Sars-Cov2 (P1).

Recomendações

Os órgãos de saúde destacaram que é recomendável a adoção das seguintes medidas: uso obrigatório de máscara em ambientes públicos; manutenção da etiqueta social; higienização adequada e frequente das mãos; ações que visem e promovam o distanciamento social.

"É importante salientar que tais medidas se fazem mais necessárias neste momento, devido à iminente entrada na sazonalidade de doenças respiratórias em nosso meio, período em que sabidamente aumenta a ocorrência de diversas doenças respiratórias, acrescentando-se agora, a COVID-19, situação que pode ser agravada com a circulação da P1", afirma a Suvisa na nota.

Os estudos sobre a nova variante do coronavírus apontam que ela possui maior transmissibilidade, ou seja, maior capacidade de disseminação, sem, contudo estar associada a quadros clínicos mais graves que sua variante de origem.