Justiça

Justiça manda soltar mulher presa por engano há mais de um ano

Redação TNH1 | 05/08/20 - 15h43 - Atualizado em 05/08/20 - 16h09
TJ-AL

Após ser presa injustamente e passar uma ano de e dois meses no sistema prisional, Maiara Alves da Silva, de 28 anos, foi libertada, nesta quarta-feira, 5, após decisão do desembargador  Washington Luiz Damasceno Freitas, que concedeu habeas corpus impetrado pela defesa de Maiara.

“Verifico que a deficiência dos elementos colhidos na fase policial levaram o Ministério Público a denunciar a paciente de forma equivocada, o que, agravado pela deficiência na defesa da ré, levaram a uma condenação flagrantemente injusta”, diz o desembargador em sua decisão. 

Maiara Alves da Silva foi presa sob acusação de participação na morte de um taxista, em 2014, e condenada a 24 anos de prisão. Durante as investigações, um dos suspeitos teria citado que uma jovem identificada como “Maiara do Joaquim Leão” teria participado do crime, o que levou a sua prisão, apenas por ter o mesmo nome.

Embora tivesse alegado que não se encontrava em Maceió no dia em que o taxista foi morto, inclusive apresentando documentos, Maiara foi condenada e esteve presa durante este período.

A reviravolta veio com a prisão de Poliana Viana dos Santos, no último dia 29. Ela é corré no processo e afirmou que Maiara Alves da Silva estava presa erradamente e que quem participou do crime foi outra mulher, que tem o nome de Mayra Luzia, esta última presa no dia 3 de agosto.

Em seu depoimento, Mayara Luzia viu a foto de Maiara Alves e afirmou que não a conhecia e que ela não estava entre os acusados no dia do crime.

“O erro do sistema de justiça se mostra evidente, sendo uma injustiça gritante aguardar a propositura de revisão criminal para conceder a liberdade da paciente, quando comprovada a versão da paciente por meio dos documentos anexados aos autos”, conclui o desembargador em sua decisão.