Entre 1950 e 1990, países europeus como Reino Unido, Bélgica, Holanda, Suíça e Alemanha despejaram centenas de milhares de barris contendo resíduos nucleares no fundo do Oceano Atlântico.
Agora, mais de 200 mil desses recipientes, a 4.700 metros de profundidade, apresentam sinais avançados de deterioração e já liberam material radioativo diretamente na água.
Mais de 200 mil barris radioativos foram jogados no Atlântico e alguns já apresentam sinais de corrosão
Um mapeamento iniciado em junho de 2025 por pesquisadores do CNRS da França confirmou que partes do lixo nuclear já se encontram em estágio crítico de corrosão.
As análises detectaram a presença de radionuclídeos, que são átomos com núcleos instáveis que emitem radiação, em níveis de atividade superiores ao previsto.
Durante décadas, descartar resíduos radioativos no oceano foi considerado a opção mais econômica e simples para a indústria nuclear e os laboratórios de pesquisa.
O procedimento foi proibido internacionalmente apenas em 1993 e deixou um passivo ambiental submerso, ignorado por gerações.
Riscos para a vida marinha
Embora a intensidade da radiação liberada pelos barris seja relativamente baixa, ela ainda pode alterar o equilíbrio do ambiente para espécies mais vulneráveis que habitam o fundo do oceano.
Os pesquisadores coletaram amostras de água, sedimentos e organismos vivos para analisar como a radioatividade se distribui e se transmite no meio marinho.
A remoção desses recipientes abertos é mais complexa e custosa do que o esperado.
Por enquanto, os pesquisadores continuam a mapear a localização dos barris e a monitorar continuamente a situação.





