Os Estados Unidos podem retirar, nos próximos dias, a tarifa de 12,5% que afeta as exportações colombianas.
A medida está ligada aos controles sobre itens supostamente produzidos com trabalho forçado, e a Colômbia teria avançado na criação da regulação exigida pelas autoridades americanas.
Para Washington, o principal obstáculo era garantir que a Colômbia dispusesse de um instrumento jurídico capaz de impedir a entrada de produtos, matérias-primas ou insumos de fornecedores que utilizem trabalho forçado.
Produtos de país podem ganhar alívio após tarifa de 12,5% imposta pelos EUA
Os Estados Unidos precisavam confirmar não apenas a existência de uma norma, mas também de um sistema para gerenciar esse risco, com foco em produtos e fornecedores específicos, em vez de proibições gerais às importações de um país inteiro.
O setor exportador colombiano enfrenta pressão adicional com a revalorização do peso.
Setores como café, flores e banano já sentem o efeito de receber menos pesos pelos dólares faturados no exterior.
Uma apreciação forte da moeda poderia colocar em risco até 22% das vendas externas que não dependem de mineração ou energia.
O presidente da Analdex disse que a competitividade não depende apenas da taxa de câmbio, mas também da redução da inflação, das taxas de juros, do déficit fiscal e dos extracustos com energia, transporte e trâmites.
Avanços recentes e próximos passos
O governo colombiano avançou na elaboração de um decreto sobre a gestão do risco de trabalho forçado e o submeteu à consulta do setor privado.
O avanço contrasta com o governo anterior, quando a expedição da regulação não avançou por desentendimentos entre entidades sobre quem deveria emiti-la.
A retirada da tarifa de 12,5% melhoraria o acesso a um mercado estratégico como o americano.
Ainda não há, porém, sinais semelhantes de progresso nas medidas que afetam produtos de aço e alumínio.
Washington já negociou a redução dessas tarifas com outros parceiros comerciais, como Brasil e Canadá.
A Colômbia também busca reativar o acordo comercial com Israel e obter autorização para retomar as exportações de carvão para o país.





