Juiz autoriza reabertura de academia onde professora morreu após uso da piscina em SP

Publicado em 16/05/2026, às 16h19
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Por Folhapress

Uma decisão liminar permitiu a reabertura da academia C4 GYM em São Paulo, que estava fechada após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto durante uma aula de natação, embora a piscina permaneça interditada.

A reabertura das áreas de musculação foi autorizada pela 16ª Vara da Fazenda Pública, que considerou que a academia estava em processo de regularização junto à prefeitura, impedindo sanções por falta de licença de funcionamento.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso, indiciando os sócios da academia, enquanto o Ministério Público solicitou a prisão temporária deles, que foi negada pela Justiça.

Resumo gerado por IA

Uma decisão liminar autorizou a reabertura da academia C4 GYM, na zona leste de São Paulo, que estava fechada desde a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, 27, após uma aula de natação. A piscina deve continuar fechada, mas o espaço de musculação poderá ser reaberto.

A reabertura parcial foi autorizada por decisão liminar da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Na decisão, o juiz Marcio Ferraz Nunes autorizou "a imediata reabertura e funcionamento das áreas secas do estabelecimento comercial", mas manteve a interdição da área da piscina "por incidente anterior pendente de apuração".

Ainda segundo a decisão, a academia apresentou pedido de regularização junto à prefeitura e, por isso, não poderia sofrer sanções relacionadas à falta de licença de funcionamento enquanto o processo estiver em andamento.

Em nota, a academia C4 GYM informou que, por decisão judicial liminar, foi autorizada a reabertura da unidade Parque São Lucas, permitindo o funcionamento das áreas secas, mantendo-se a piscina fechada.

O CASO

Juliana e o marido, Vinicius Oliveira, 31, participavam de uma aula de natação na academia C4 GYM quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos. Pouco depois, sentiram-se mal e avisaram o instrutor responsável.

O casal seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista. No local, o quadro de Juliana se agravou. Ela teve uma parada cardíaca e morreu. Vinicius também foi internado em estado grave e recebeu alta hospitalar no dia 15 de fevereiro.

A morte de Juliana e a internação de Vinicius e de outras pessoas que estavam no local naquele sábado são investigadas pela Polícia Civil, que trata o caso como homicídio doloso.

Os três sócios da academia foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte.

O Ministério Público chegou a pedir a prisão temporária deles, mas a Justiça negou.

Gostou? Compartilhe