Mulher mata marido, escreve livro para filhos lidarem com o luto e é condenada à prisão perpétua

Publicado em 14/05/2026, às 08h37
Reprodução
Reprodução

Por Extra Online

Kouri Richins foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por assassinar o marido, Eric, com fentanil, após seus filhos expressarem medo dela e desejarem que permanecesse presa.

O promotor argumentou que Kouri é 'irrecuperável' e que a sentença máxima é a melhor opção para a segurança das crianças, que agora estão sob os cuidados da irmã de Eric.

Kouri, que mantém sua inocência e planeja recorrer da decisão, acreditava que o assassinato a ajudaria a herdar a fortuna de Eric e quitar suas dívidas, tendo tentado matá-lo uma semana antes do crime.

Resumo gerado por IA

Kouri Richins, que matou o marido, Eric, e depois escreveu um livro infantil para ajudar os três filhos a lidarem com o luto, foi condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional na quarta-feira (13/5) .

O juiz Richard Mrazik, de Utah (EUA), aplicou a pena máxima à mãe de 35 anos depois que foi revelado que seus três filhos disseram ter medo dela e que não se sentiriam seguros a menos que ela permanecesse presa para sempre.

"Tenho medo de que, se ela sair, venha atrás de mim, dos meus irmãos e de toda a minha família", afirmou o filho mais velho, de 13 anos.

Antes da sentença, Kouri fez um discurso de 30 minutos direcionado principalmente aos filhos, que agora estão sob os cuidados da irmã de Eric. Ela manteve a alegação de inocência.

"Assassinato? Não, absolutamente não. Não aceitarei isso e não serei culpada por algo que não fiz", declarou a condenada, observando que planeja recorrer da decisão.

Kouri foi condenada após ter adicionado fentanil (opioide sintético de altíssima potência, que é aproximadamente 50 a 100 vezes mais forte que a morfina) a uma bebida de Eric.

O promotor do caso, Brad Bloodworth, havia pedido a pena mais severa possível para Kouri, afirmando que ela é "irrecuperável" e argumentando que é melhor para os seus três filhos que ela nunca seja libertada.

No início da audiência, Kouri fez caretas repetidamente quando familiares falaram sobre o impacto que o assassinato de Eric teve sobre as suas vidas. A ex-cunhada Katie Richins-Benson afirmou que Eric não se divorciou de Kouri porque não queria correr o risco de seus filhos ficarem sozinhos com ela metade do tempo.

"Ele acreditava que Kouri era a pessoa mais perversa que já havia conhecido. Ele sabia que os filhos dela não gostavam dela e preferiam ficar longe dela. Ele disse que jamais permitiria que os seus filhos passassem metade do tempo sozinhos com ela", declarou a irmã da vítima.

O juiz observou que tinha a "tarefa impossível" de tentar tomar a melhor decisão para os filhos de Kouri, que pediram que a mãe fosse presa para o resto da vida, mas que poderiam mudar de ideia quando fossem mais velhos.

Mas, no fim, Mrazik concluiu que a condenada era "simplesmente perigosa demais para ser libertada".

A advogada de defesa de Kouri, Wendy Lewis, disse que a cliente deveria ser condenada a uma pena de 25 anos à prisão perpétua, afirmando que uma sentença sem possibilidade de liberdade condicional é reservada para os piores casos. Ela destacou que Kouri mantém a sua inocência até hoje.

De acordo com as investigações, Kouri cometeu o assassinato acreditando que herdaria a fortuna de US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões) de Eric para quitar suas dívidas milionárias e fugir com o seu amante. Uma semana antes do crime, ela já havia tentado matar o companheiro, colocando fentanil num sanduíche, mas acabou não obtendo sucesso.

Gostou? Compartilhe